Wednesday, 4 June 2008


"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começas a aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair no vazio. Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo. E aprendes que não importa o quanto te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceitas que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e precisas de perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que os bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam. Percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e passarem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem te importas mais na vida são levadas de ao pé de ti muito depressa. Por isso, devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas - pode ser a última vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobres que se leva muito tempo para se transformar na pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde já chegaste, mas para onde estás a ir. Mas se não sabes para onde vais, qualquer lugar serve. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer prática. Descobres que, algumas vezes, a pessoa que estás a espera que te pontapeie quando caísses, é uma das poucas que te ajudam a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários celebraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são parvoíces, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás enraivecido tens o direito de assim estar, mas isso não te dá o direito de seres cruel. Descobres que, só porque alguém não te ama da maneira que gostarias que amasse, não significa que esse alguém não te ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como o demonstrar ou viver isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a te perdoares a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, serás, nalgum momento, condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tens valor diante da vida. E só nos faz perder o bom que poderíamos conquistar o medo de tentar."

Tuesday, 15 April 2008


A vida é uma viagem sem regresso... Todas as esquinas do passado me trouxeram aventuras pra lembrar no futuro.

Todas as nossas dores e alegrias são o que fazem de nós quam somos e como continuamos a crescer.

Sinto-me tão triste e tão feliz por tudo o que pude viver até aqui, todas as pessoas que pude sentir. A tristeza de as deixa partir, de as deixar ir... recebê-las sem questionar o amanhã e sent-las intensamente, da única forma que o sei fazer.

A emocionalidade com que vivo tudo é o que dá sentido ao meu dia-a-dia. Sei que sou inexplicável muitas vezes na minha "disoforme" maneira de ser e isso faz-me sentido... Ser recebida de braços abertos, acolhida sem que em seguida permaneça sem resposta a mesma questão de sempre, o porquê?

Não sei...
Faço o que sinto que devo fazer, sempre, sem procurar os fundamentos de tudo e para tudo. Sentir, apenas sentir, e assim o raciocínio não tolda o juízo de cada acto, cada gesto, cada palavra...

Sinto as coisas de formas estranhas aos olhos dos outros. E então? Só me esforço por me mostrar a quem amo, a quem gosto, a quem considero necessário... e isso faz-me sofrer imenso, não há quem me leia na complexidade simples de ser como sou...
Cansa a constante necessidade de explicação, o raciocínio complexo para o entendimento do que é de mais simples para mim, o que sinto.
Falar todos os dias cansa... O meu conforto encontro-o no mais terno momento de silêncio, no afecto de quem me é necessário, no abraço vazio que se partilha, sentir apenas a presença calorosa ali por perto como quem nos diz "vai ficar tudo bem!". Preciso silenciar-me das palavras em tantos momentos e acariciar apenas o vazio dos sons.

Mas a questão permanece, e permanece pesada pelo semblante do extraoridnário, como que afecta pela imortalidade das palavras.
Não sei...
Faço o que sinto que devo fazer, sem questionar, apenas porque é assim que me sinto completa até no mais profundo momento de solidão e vazio, inércia da cor que me falta...

Simples e intensamente... é assim, tem de ser assim sempre!!!

Tuesday, 8 April 2008

I don't know what i can save myself from...

Monday, 18 February 2008


Oh meu Norte, pudesses ver as feridas escancaradas da minha alma ao céu aberto que parece engolir-me em cada uma das noites que passo em claro.

As tramas que se desenham em torno de mim surgem apenas para me desacreditar de que seja possível sentir a plena sensação se serenidade. Palavras ditas sem fundamento que tendem a apagar os traços da mais bela história de amor.

Semelhanças aos traços confusos das imagens que desenhaste quando vivias nas profundezas da tristeza e sonfusão de seres quem és. Sinto o desalento da distância de mim própria...

Somos unos na vontade de libertar o que temos cá dentro... o estigma marca como ferro em brasa. O sentimento deixou de ser o que nos enaltec, é uma cruz aos olhos dos outros. Escravos do sentir como viciados em adrenalina e angústia, parece que só assim nos sentimos viver!

A esfera torna-se pequena demais para tudo. A água corrente devia levar-me, lavar-me as mágoas que se amontoam em pilhas de coisa nenhuma. Porque nos prendemos ao que se distancia de nós? Vivemos na penumbra, eterna elevação do que fere como se isso fosse o essencial. Perco-me no raciocínio da lógica, deixo de saber o que digo...

Sunday, 10 February 2008


O meu estado de loucura já nao tem cura. Estou a despedir-me como da morte real cruel que nos separa do amor... É assim que me lêm de momento, com a demência de que perde a noção e encerra um capítulo incompleto...

E acordo repentinamente como que de um pesadelo e as imagens tornam-se mais claras. Não vejo as essências do meu sentimento, os motivos da minha angústia tornam-se num ser selvagem que me revolta por não confiar em mim. E eu deixei de confiar...

Não me conheces já verdadeiramente? Será que deixaste de me sentir? As dúvidas que te reforçam as rugas da testa entristecem-me o olhar morto, desiludem-me, a distância só me faz crer que nunca me viste realmente...

Perco-me no tempo quando menos espero e solto as lágrimas pra libertar o peito da pressão da solidão. Surge o medo de perder o melhor de tudo, surge o medo de perder o amor que sinto cá dentro pela vida e refugio-me na cobardia, desculpo tudo como se precisasse disso para sobreviver. E não desculpo mais.

Preciso da minha intensidade, de a perceber em tudo o que passa por mim, reconhecê-la é reconhecer-me a mim quando me sinto alheada de tudo. Precisava que a guardasses contigo para não a perder as já a perdeste... Perdeste-me a mim pelo caminho... embrenhado em confusões, palavras mal ditas, em pedaços de histórias fictícias contadas ao vento e que me atordoam os sentidos quando as ouço contadas como trechos de nada.


Ouvisses tu as minhas histórias... Tramas e mais tramas sem propósito e sem verdade toldam-te o juízo, cegam-te os sentidos e deixas de ver, realmente ver o que sempre te guardou a vida e eu, o que sempre te guardei... um futuro de vivências que enriquecem a vida e nos trazem o melhor de nós. Deixei de ter o meu melhor...

E será que não me sentes? Nem eu sei se me sinto, o que sinto, o que quero sentir.... Deixei-me de reflexões, fico-me pelos empurrões dos accontecimentos como se fosse nada e deixo-me ir... Seja o que for, seja como for, deixo-me ir...

Friday, 8 February 2008

Amanhecer é uma tortura, tudo recomeça...

As noites deixaram de ser noites há muito... e por mais que me esforce este sentimento come por dentro.

O meu estado de loucura tornou-se incurável, insuportável aos ouvidos surdos da essência que busco incessantemente. Procurar por quê... procurar por mim que me perdi nas teias cerradas, armadilha que me recorda a todos os instantes a impotências do respirar no meu peito. Por mais que grite, por mais que lute, por mais que seja o que sou, a circunferência é cada vez mais pequena, o eixo aperta-se e sufoca tudo.


Sinto-me perder a alma com o passar das horas intermináveis de escuridão. Vejo diariamente o sol nascer e não quero. Ficar presa nas profundezas de um sono que não termine nunca, que não me deixe acordar, que me faça esquecer o que me faz sofrer...


Perda constante de sanidade, desequilíbrio defenidor de mim mesma como se eu não existisse, só a loucura que me mostra a despedida. Estou a despedir-me do ser como da morte real cruel que nos separa do amor. Perdi o amor pelo caminho turtuoso que sigo com direcção a nada...
Desconforto por viver numa pele que não é a minha, tortura visceral que me aperta o peito e me impede de respirar. Não sei para onde me virar... Sinais proíbidos a cada esquina, direcções confusas, labirínticas que me desesperam...
Pudesse dormir eternamente em sossego. Sinto-me cansada, tão cansada... Autista, inércia nas imagens mas nunca nos sons. Hajam os sons que me confortem, embora torturem o pensamento que foge sem destino, sem que alguém o prenda a mim. Pensamento meu, de mim e para ninguém.

Só tu me vês desde sempre, só tu me sentes como ninguém, mas onde estás tu? Perdeste-te no por entre os milhares de estrelas que fazem do meu céu nocturno o espelho dos meus dias. Mergulhei no engôdo de já não distinguir onde começa o dia e onde ele acaba. Pra mim nada acaba... Houvesse um final e tudo se resolveria.

Sinto saudades tuas, sentimento forte, tão forte como o choro estrondoso de quem chega ao mundo pela primeira vez. Sinto saudades de mim, do sorriso que encantou outrora as almas da minha vida! A minha imagem reflecte-se mas não a vejo qual ser vampiresco que perde tudo com a imortalidade.

Perdi-me de mim e nem o meu Norte me encontra, nem o meu Norte...

Wednesday, 16 January 2008